terça-feira, 19 de julho de 2011

Logística reversa: Portos de Paranaguá e Antonina inovam em meio ambiente



Os portos de Paranaguá e Antonina começaram a obedecer princípios de logística reversa(1), conforme pede a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Isso significa que produtos como agrotóxicos (seus resíduos e embalagens), pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas fluorescentes e eletroeletrônicos terão que retornar aos fornecedores após o uso.

A lei, sancionada em agosto de 2010 e regulamentada em dezembro passado, está sendo implementada neste ano e o Porto de Paranaguá é um dos pioneiros no cumprimento das definições. A logística reversa é um conjunto de ações e procedimentos que viabilizam a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial para reaproveitamento em outros ciclos produtivos.

Dados do Ministério do Meio Ambiente mostram que entre 30 e 37% de todo o lixo recolhido no Brasil são resíduos secos, que podem ser reutilizados, e 55% são resíduos úmidos, aí incluído o material orgânico. Apenas de 8% a 10% é formado por rejeito realmente inaproveitável.

A logística inversa, conhecida também por reversível ou reversa, é a área da logística que trata, genericamente, do fluxo físico de produtos, embalagens ou outros materiais, desde o ponto de consumo até ao local de origem. Os processos de logística inversa existem há tempos; entretanto, não eram tratados e denominados como tal. Como exemplos de logística inversa, temos: o retorno das garrafas (vasilhame),a recolha / coleta de lixos e resíduos recicláveis. Atualmente é uma preocupação constante para todas as empresas e organizações públicas e privadas, tendo quatro grandes pilares de sustentação: a conscientização dos problemas ambientais;a sobre-lotação dos aterros; a escassez de matérias-primas; as políticas e a legislação ambiental.

A logística inversa ou reversa aborda a questão da recuperação de produtos, parte de produtos, embalagens, materiais, de entre outros, desde o ponto de consumo até ao local de origem ou de deposição em local seguro, com o menor risco ambiental possível. Assim, a logística inversa trata de um tema bastante sensível e muito oportuno, em que o desenvolvimento sustentável e as politícas ambientais são temas de relevo na atualidade.

Fonte: ANBA


Brasileiro consome 30 quilos de plástico reciclável por ano, mostra pesquisa

Brasileiro consome 30 quilos de plástico reciclável por ano, mostra pesquisa


Cada brasileiro consome, em média, aproximadamente 30 quilos de plástico reciclável por ano, segundo a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). Em 2010, de acordo com anuário do setor químico da entidade, foram consumidas no país cerca de 5,9 mil toneladas de plástico, o que representa 50% a mais do que há dez anos.

Os dados foram apresentados hoje (7) pela pesquisadora Lucilene Betega de Paiva em um seminário na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Lucilene trabalha no Instituto de Pesquisa Tecnológica do Estado de São Paulo (IPT) e é especialista em plásticos.
Em sua participação no seminário, ela falou sobre a importância da reciclagem desse material. Segundo ela, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) pode ajudar a “transformar um passivo ambiental em uma fonte de recursos financeiros”.

A PNRS foi o tema central do seminário na Alesp. O evento faz parte de uma série de debates preparatórios para a 12ª Conferência das Cidades, promovida pela Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados.
A Conferência das Cidades ocorre todo ano, no segundo semestre. Em 2011, ela está programada para outubro e deve tratar também da PNRS.

A PNRS foi instituída por lei aprovada, sancionada e regulamentada no ano passado. Ela estabelece regras para a destinação do lixo produzido no país. De acordo com a PNRS, a reciclagem deve ser priorizada. Já o lixo não reciclável deve ser levado a aterros sanitários. Os lixões precisam fechados até 2015.

Dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), também apresentados no seminário na Alesp, mostram que o Brasil ainda precisa avançar para cumprir o estabelecido pela PNRS. Segundo levantamento feito pela entidade em 350 cidades que concentram quase metade da população urbana brasileira, 42% do lixo do país não receberam uma destinação adequada no ano passado.

Ao todo, foram 23 milhões de toneladas de lixo levadas para lixões ou aterros controlados, que não são ambientalmente apropriados. Para aterro sanitários, em que existem sistemas para evitar contaminação de água e solo, foram levadas 31 milhões de toneladas de lixo.

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Cooper Glicério uma história de luta

A cooperglicério foi fundada no dia 6 de maio de 2006. Seu objetivo é melhorar o programa de coleta seletiva e educação ambiental, conscientizando grandes geradores de materiais recicláveis, qual a importância...
Leia mais em: http://www.cooperglicerio.org.br/sobre/ 

Peixes comem cada vez mais plástico

 
                                         Foto: globalbargage.com
 
Mais de 350 milhões de toneladas de plástico são produzidas por ano no mundo. Cerca de 7 milhões acabam nos oceanos, de acordo com algumas estimativas. Agora, pesquisadores da Universidade da Califórnia, San Diego, descobriram um número aproximado de quanto  de plástico os peixes engolem por ano - algo entre 12 mil e 24 mil toneladas, relata o New York Times. Esta descoberta enfatiza um problema que ocorre há décadas. Barato, durável e leve, o plástico é hoje essencial para um sem número de setores da economia. Mas pouco dele é reciclado e termina no ambiente, incluindo o mar, onde gradualmente se fragmenta sem verdadeiramente se biodegradar, até chegar a locais do ecossistema onde não produz mais danos. 

A última pesquisa, conduzida pelo Instituto de Oceanografia Scripps da Universidade da Califórnia e apoiado pelo projeto Kaisei, uma ONG ambiental baseada em São Francisco e Hong Kong, e pela Fundação Nacional da Ciência, foi feito em uma expedição oceanográfica em agosto de 2009. Publicada recentemente na Marine Ecology Progress Series, fornece alguns dados concretos sobre um fenômeno que vem sendo difícil de avaliar. Grande parte do plástico descartado se aglomera em ilhas, mas o plástico em desintegração se dispersa em grandes áreas e não pode ser mapeado do ar. Por isso permanecem muitas questões sobre sua quantidade e o efeito a longo prazo sobre a vida marinha. 

A equipe de pesquisa, incluindo os autores do estudo, Peter Davison e Rebecca Asch, viajaram por centenas de quilômetros na grande ilha de plástico do Pacífico Norte, coletando espécies de peixes, amostras de águas e detritos desde a superfície até profundezas de mais de mil metros. Apenas 9% dos peixes apanhados durante a expedição tinham pequenos pedaços de plástico em seus estômagos. Julgando a partir deste dado, os pesquisadores estimaram que peixes vivendo em profundezas intermediárias apenas no Pacífico Norte - sem mencionar outros oceanos - engolem até 24 mil toneladas de detritos por ano. Os pesquisadores afirmam que os 9% são uma estimativa baixa, porque as descobertas não refletem os casos em que os peixes regurgitam ou defecam os fragmentos de plástico, ou morrem ao comê-los