Hugo Paiva "Reciclagem,Saladas de Ideias, Energia Renováveis, Artesanato com Lixo, Cooperativas de Reciclagem, Biodiesel, Reuso de Águas, Cursos Ambientais, Editais e Financiamento Ambiental, Catadores de Papel, Aquecedor Solar de PET, Leis e Projetos Ambientais"
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Lixo nas praias, esta reportagem fez três anos, e o problema é o mesmo!
NEM PARECE PRAIA Garis recolhem lixo na Praia de Copacabana: até 180 toneladas por dia |
Praias cercadas por montanhas tornam o Rio de Janeiro uma metrópole única. Nos fins de semana de sol, a orla fica tão apinhada que parece não haver outro programa na cidade. Com o passar das horas, porém, o cenário maravilhoso se esvai. Lá pelo início da tarde, no trajeto entre o calçadão e o mar, é grande a possibilidade de o banhista tropeçar numa casca de coco, pisar num palito de churrasco ou ter de espantar pombos que disputam restos de comida na areia. Os cariocas, é claro, culpam a prefeitura. Mas basta passar pelas praias no início ou no fim do dia, quando 200 garis estão em plena atividade, para ver que não é bem assim. Eles chegam a recolher 180 toneladas de sujeira na orla depois de um domingo de sol. Na semana passada, uma possível proibição da venda de coco, já descartada, trouxe à tona o cerne da questão: a limpeza da cidade é responsabilidade do governo, mas cabe à população preservá-la. O prefeito Eduardo Paes não economizou nas palavras. "As pessoas têm de ser menos porcas", disse.
O lixo jogado pelos cidadãos se espalha por toda a cidade. A Avenida Rio Branco, a principal via do centro do Rio, é varrida seis vezes por dia – e, ainda assim, está sempre suja. Diariamente, são recolhidas 3 500 toneladas de lixo das ruas cariocas, o que equivale a 590 gramas por habitante. Em São Paulo, são 2 970 toneladas por dia, ou 280 gramas por habitante. É menos da metade. "Esses dados mostram que o carioca é pouco educado quando descansa e quando trabalha", disse Paes a VEJA. O prefeito fez muito barulho ao anunciar medidas para conter a sujeira. O alarde valerá a pena, caso consiga diminuir a porqueira da cidade. Ele promete instalar painéis, batizados de lixômetros, nas 34 regiões administrativas do Rio, a partir de dezembro. O indicador mostrará se o lixo jogado na área aumentou ou diminuiu. Também serão instaladas mais lixeiras, destinadas aos 900 barraqueiros das praias.
A Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) teve orçamento de 800 milhões de reais em 2009 – cerca de 10% da receita da prefeitura carioca. O município ainda estuda outros estímulos, como baixar o IPTU da região que conseguir reduzir mais significativamente o lixo. Enquanto a sujeira não diminui, Paes promete: sem anunciar a data, vai suspender o trabalho dos garis na orla após um domingo de sol. Confrontados com o lixo que produzem, talvez os cariocas consigam melhorar suas maneiras. Em países como a Inglaterra, onde o grande problema das ruas são as pontas de cigarro, o governo é duro com os sujismundos. Cerca de 44 000 pessoas são processadas ou recebem anualmente algum tipo de penalidade por atirar lixo em lugares públicos.
| Foto Uanderson Fernandes/Ag. O Dia |
Mais de 480 toneladas de lixo já foram recolhidas das praias neste verão
Uma praia limpa, organizada e bem estruturada é tudo que os banhistas esperam nos dias de sol e calor. Mas para garantir tudo isso, também é necessário uma mudança de atitude e a colaboração dos frequentadores. Desde o primeiro dia de verão deste ano, a Secretaria de Serviços Urbanos (Semsu) já recolheu mais de 480 toneladas de lixo das praias de Vila Velha. Dentre os materiais mais encontrados na orla, estão os palitos de picolés e coco verde.
De acordo com o supervisor da Semsu, Maxsoel da Cruz Viana, um dos grandes vilões da limpeza também é a guimba de cigarro. “As pessoas jogam muitas guimbas na areia e isso dificulta bastante o nosso trabalho, já que o rastelo não consegue remove-las. Desta forma o recolhimento tem que ser manual, o que atrasa o serviço. Precisamos muito da colaboração dos banhistas para que o nosso trabalho tenha um melhor resultado”, disse.
A limpeza da orla de Vila Velha é feita diariamente das 06h às 22 horas. São 100 homens trabalhando paramanter a areia e o calçadão limpos. O serviço é feito com o auxílio de rastelos, vassouras e carrinhos coletores. O caminhão passa durante todo o dia fazendo a coleta de toda a sujeira e do lixo dos quiosques, que são depositados nos contentores.
Melhor estrutura
Para atender ao quantitativo de banhistas deste verão, a secretaria dobrou o número de homens na limpeza das praias. Além disso, para auxiliar na limpeza, mais lixeiras foram adquiridas para novas instalações e substituições em toda extensão da orla. Foram mais de 200 papeleiras, 150 manilhas, e 100 contentores com capacidade de 1.200 litros cada.
Mãe e filha têm aproveitado os dias de sol satisfeitas com a organização nas praias. “Percebemos que as praias estão mais limpas e organizadas, mas, infelizmente, ainda observamos muitos banhistas jogando lixo no chão. Acho que as pessoas precisam adotar atitudes corretas e inteligentes. Os turistas buscam qualidade, então, quanto mais deixarmos nossas praias limpas, teremos mais visitantes com boa impressão. Além de garantirmos um ambiente mais saudável para nós mesmos”, disse a cabeleireira Sheila de Freitas Costa.
Durante este verão adote algumas atitudes para uma praia mais limpa:
- Não leve seu animal de estimação para a praia;
- Não jogue lixo na areia e na água do mar;
- Leve um recipiente onde possa colocar seus resíduos e depois deposite-os em alguma das lixeiras que estão espalhadas pela praia;
- Lembre-se: sacos plásticos, restos de alimentos e garrafas pet, além de prejudicarem o meio ambiente, podem fazer mal para você.
Informações à imprensa:
Assessoria de Comunicação Semsu/Semma
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
4/2_10h_no SESC Itaquera - Reunião Catadores Forum Zona Leste - SP - (periodo da manha)
Reunião dos Catadores do Fórum para o Desenvolvimento da Zona Leste
A reunião deste mês será realizada excepcionalmente na parte da manhã; à tarde os catadores participarão de uma atividade do SESC.
Data: 04 de fevereiro de 2012 - sábado
Horário: 10:00 horas (dez horas)
Local: SESC Itaquera - Espaço Benfeitores da Natureza
Pauta
Data: 04 de fevereiro de 2012 - sábado
Horário: 10:00 horas (dez horas)
Local: SESC Itaquera - Espaço Benfeitores da Natureza
Pauta
10:30hs Andamento dos projetos e Informes
11:00hs Palestra "Benefícios Previdenciários" - Sheila Person Brêda e Valdir Costa Almeida -Núcleo de Educação Previdenciária - Previdencia Social/INSS-SP
12:00hs Interface com os Catadores - Dúvidas e questionamentos
13:00hs Encerramento
Lembrete aos participantes: avisar na Portaria que irá participar da reunião "Coleta Seletiva" para ter acesso ao Estacionamento.
Qualquer dúvida entrem em contato
Delaine Romano - Diretora de Meio Ambiente do FDZL e Coordenadora Programa Coleta Seletiva - cel. 11.83431919
Angelo Iervolino - Diretor de Urbanismo do FDZL - cel. 11.91154053
Qualquer dúvida entrem em contato
Delaine Romano - Diretora de Meio Ambiente do FDZL e Coordenadora Programa Coleta Seletiva - cel. 11.83431919
Angelo Iervolino - Diretor de Urbanismo do FDZL - cel. 11.91154053
Catadores do Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro, receberão capacitação para novas oportunidades de trabalho
Em reunião com o MDS e órgãos estaduais e municipais, os representantes da cooperativa de material reciclável conheceram as ações de inclusão social e produtiva destinadas a suas famílias. Aterro Metropolitano de Duque de Caxias será fechado em abril
Foto: Ubirajara Machado/MDS
Brasília, 31 – Representantes dos governos federal, do estado do Rio de Janeiro e do município de Duque de Caxias se reuniram nesta terça-feira (31) para discutir ações de apoio aos catadores de materiais recicláveis do Aterro Metropolitano Jardim Gramacho, naquela cidade fluminense. O fechamento do local está previsto para abril. Cerca de 1,2 mil catadores e suas famílias terão apoio para inclusão social e produtiva e receberão um fundo de participação da empresa que explorará o gás metano na região.
“A legislação sobre resíduo sólido aprovada no ano passado exige que todos os lixões irregulares sejam fechados. Gramacho é um deles. Temos mais de 3 mil lixões no país na mesma situação”, disse o diretor da Secretaria Extraordinária de Superação da Extrema Pobreza do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Luiz Müller.
Com o fechamento dos lixões irregulares, a fonte de renda desses catadores vai acabar. Por isso, os governos federal, estadual e municipal estão estudando maneiras de resolver a situação. Uma delas é capacitá-los para trabalhar na coleta seletiva, tanto em Duque de Caxias como nos municípios próximos.
“Há ainda uma economia paralela que fornece comida, bares, farmácia e que também sofrerá alteração na região. Para isso, ofereceremos a capacitação dessas pessoas pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e pelo Mulheres Mil”, assinala o diretor.
De acordo com Müller, é preciso olhar o mapa de oportunidades da cidade. “Hoje, o Brasil tem muita oportunidade de trabalho, inclusive para pessoas com baixa escolaridade.” Ele propõe que as ações sejam transversais: “Cada vez fica mais evidente que a política só funciona com transversalidade”.
Segundo o presidente da Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis do Jardim Gramacho, Sebastião Carlos dos Santos, o Tião, o Brasil tem hoje cerca de 1 milhão de catadores. Apesar do contingente da mão de obra empregada, ressaltou, a sociedade ainda vê esse trabalho como algo periférico. “É um mercado promissor, mas é preciso humanizar a forma de trabalho.”
Para Tião, os catadores esperam a criação de uma política de inclusão produtiva. “Seja na qualificação profissional para o mercado de trabalho formal, seja na cadeia produtiva de reciclagem, por intermédio do desenvolvimento das cooperativas, do aporte de infraestrutura, maquinário e da qualificação da gestão.”
Cadastro Único – Para implantar as ações sociais, é necessário que os catadores estejam inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. “Precisamos identificar quem tem perfil para receber o Bolsa Família. Pela renda, neste momento, uma parcela pode receber e outra não. Mas, assim que perderem a renda, todos serão passíveis”, disse Müller.
A ideia é que todos estejam cadastrados até o fim de fevereiro. Para isso, atualmente há uma força-tarefa destinada a cadastrar e atualizar informações, consolidando a base de dados dos catadores.
Além do governo federal, das secretarias estaduais e municipais das áreas de Assistência Social, Direitos Humanos, Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento, estão envolvidas nas ações a empresa Nova Gramacho e a organização não governamental Centro de Estudos Socioambientais.
Adriana Scorza
Ascom/MDS
(61) 3433-1021www.mds.gov.br/saladeimprensa
(61) 3433-1021www.mds.gov.br/saladeimprensa
Fonte:luizmullerpt/catadores
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Após supermercados, feiras querem banir as sacolinhas
Após os supermercados, agora as feiras livres também querem eliminar as sacolinhas plásticas em São Paulo. O assunto é discutido desde o ano passado pelos feirantes e conta com a simpatia da prefeitura paulistana.
Segundo José Torres Gonçalves, presidente do sindicato dos feirantes, a proposta é eliminar as sacolinhas e reduzir ao máximo o uso de sacos plásticos para carregar frutas, legumes e verduras.
Nas feiras, a maioria dos comerciantes utiliza sacolas de alça e sacos coloridos "de segunda", que já são feitos com plástico reciclado e que custam até 30% menos. Só os peixeiros utilizam sacos plásticos virgens.
"O feirante também não gosta da sacolinha. Como mudou no supermercado, não vai ser difícil fazer isso nas feiras. Vamos ajudar o ambiente e ainda economizar um bom dinheiro."
Torres acredita que as feiras terão condições de eliminar os plásticos em um prazo recorde de seis meses. Ele lembra que antes da disseminação das sacolinhas os fregueses utilizavam carrinhos, que hoje voltaram a circular.
Frequentadora da feira da rua Tucuna, em Perdizes (zona oeste), a dona de casa Ieda Silva, 61, usa sacola de lona para carregar frutas e verduras embaladas em sacos plásticos.
"Sempre usei a sacola de lona, mas nunca pedi para tirar os produtos do saquinho. Do jeito que o feirante dá, coloco na sacola."
Já a dona de casa Maria Paula Ferreira, 48, carregava frutas e legumes soltos e misturados em um carrinho de lona. Ela coloca os alimentos mais pesados (melancia, laranjas etc.) no fundo e os frágeis (verduras) em cima.
"Já compro nessa ordem. Faz tempo que faço isso, não é por causa da campanha dos supermercados. Depois, é mais fácil para guardar as compras em casa. Só levo no saco folhas, como o alface."
Na feira da rua Mato Grosso, em Higienópolis (centro), vários fregueses utilizavam ontem as ecobags recém-compradas dos supermercados. "Uso carrinho, sacola retornável e saquinho", disse a aposentada Elizabeth Stipp.
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