segunda-feira, 3 de junho de 2013

ENERGIA LIMPA’ É ALVO DE AMBIENTALISTAS

                                           Foto: economiabaina.com
ARACATI, CEARÁ - Casa pobre, sem eletricidade, o pescador José Nazário da Silva, de 49 anos, vê os cataventos gigantes, cravados nas dunas de Canoa Quebrada, em Aracati (CE). Os geradores de energia eólica estão a 300 metros para lembrar o pescador do desmatamento que marcou a chegada da usina e dos empregos que a empresa não trouxe para a região.
Do outro lado da cidade, no Cumbe, o catador de caranguejos Ronaldo Gonzaga, de 32 anos, aponta para os cabos de energia expostos no Parque Eólico Aracati, com 67 torres, e mostra dunas destruídas por estradas e lugares de onde sítios arqueológicos foram removidos para dar lugar à geração de energia.
A 250 km dali, conselheiros da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Ponta do Tubarão (RN) exibem uma lagoa seca. A água foi retirada para a construção das eólicas Alegria II e Miassaba II, plantada sobre um talude construído em uma restinga, que dificultou o acesso ao mar.
Considerada ambientalmente limpa, por não emitir gases-estufa em sua produção, a energia eólica virou alvo de protestos de moradores de pequenas comunidades, sobretudo no litoral do Ceará e do Rio Grande do Norte. Eles acusam as novas usinas de usar a alegação de produzir energia ecologicamente correta como pretexto para aterrar dunas, derrubar matas, fechar praias, secar lagoas.
Os empregos prometidos, segundo eles, até hoje não apareceram. E, como anfitriões das usinas, os moradores dizem nunca ter recebido compensações significativas e compatíveis com os danos que elas causam ao seu redor.
Estudioso dos conflitos socioambientais ao longo da zona costeira, o professor Jeovah Meireles, da Universidade Federal do Ceará, questiona até que ponto a energia eólica pode ser considerada ecologicamente correta, pelo menos da forma como tem sido implantada em alguns pontos do Brasil.
"Que energia limpa é essa?", pergunta. "Primeiro, não estamos pagando menos. Toda a energia está saindo daqui e não temos o menor benefício com isso", diz o professor. "É a monocultura eólica", diz, em referência às plantações de cana-de-açúcar que dominaram a região por séculos.
Um giro pelas estradas da região do litoral cearense e potiguar mostra que a declaração de Meireles vai além da força de expressão. As torres de eólicas tomaram conta da paisagem do litoral nordestino.
É assim, por exemplo, na RDS Ponta do Tubarão, uma zona de exploração sustentável criada em 2003 após quase uma década de mobilização de ativistas e moradores - inicialmente, contra uma tentativa de estabelecer um resort, depois contra a criação de camarões em cativeiro em manguezais. Quem avança pelo Rio Tubarão vê as torres girando dos dois lados. São as usinas de Miassaba II e Alegria II. Há outras perto.
Os problemas relatados por moradores na Ponta do Tubarão são muitos. A Lagoa do Carnaubal, por exemplo, resistiu à seca, mas não à construção das eólicas. "Aqui era uma lagoa. Para fazer a estrada, tiraram muita água dela, com carros-pipa.
O resultado é que a lagoa secou", diz Luiz Ribeiro, conselheiro da RDS. Ele conta que, diariamente, tiravam mais de 20 carros-pipa dali. A queixa não é isolada. Em outros pontos do Nordeste, há denúncias de aterramento de lagoas e uso predatório da água pelas construtoras que montam as eólicas.
Em um relatório de 2009, o Conselho Gestor da RDS potiguar, traz uma lista de pontos que deveriam ser considerados para concessão de licença prévia. Entre eles, está o impacto "ambiental no que diz respeito ao movimento de terra e aterramento das lagoas e das dunas".
Outro ponto que chama a atenção na Ponta do Tubarão é o talude de dois metros, erigido na restinga, onde o areal entre o "rio" e o mar foi estabilizado e recebeu a fila de torres. A "muralha" dificulta o trabalho dos pescadores. Eles dizem que ficou muito difícil voltar do mar com o balaio de peixes nas costas e escalar o "muro". Recentemente, fizeram acessos para facilitar a subida, considerados insuficientes pelos pescadores.
Pescaria. Ao leme do barco que avança pelo Rio Tubarão, Luiz Luna Filho, pescador há 25 anos, reclama das mudanças na restinga. "Isso aqui era cheio de dunas. Mexeram tanto que, em alguns lugares, o pescador não consegue mais puxar a rede", afirma, referindo-se à rede com três malhas diferentes, típica da região. "Fica difícil a pescaria assim."
Segundo ele, alguns animais e pássaros sumiram. A causa provável é o barulho dos aerogeradores, um zumbido surdo e constante. O relatório do Conselho Gestor já alertava em 2009 que parte do projeto do Parque Eólico Miassaba estava dentro de uma área de desova de tartarugas marinhas e de circulação de pescadores.
Outra pesquisa anterior à instalação de eólicas falava dos sítios arqueológicos na região das usinas. O local começou a ser ocupado com a chegada dos primeiros pescadores marisqueiros entre 5 mil e 6 mil anos atrás. Arqueólogos da região recomendaram "a não execução de empreendimentos de qualquer natureza nesse trecho".
A Bons Ventos, porém, contratou outros arqueólogos, que retiraram mais de 40 mil peças, encaminhadas ao Museu Câmara Cascudo, no Rio Grande do Norte, e pôs de pé as usinas.
O professor João Luiz do Nascimento, o João do Cumbe, é um dos principais líderes dos protestos contra os danos causados pelas usinas. Ele já liderou três bloqueios na região, um deles por 19 dias. Uma das principais queixas são os empregos prometidos.
"Chegaram dizendo que iam gerar 1,5 mil empregos. Não tem 600 pessoas lá." O professor diz ter sofrido uma tentativa de sequestro por estar à frente dessa causa. Ele foi incluído no Programa de Proteção às Defensoras e Defensores de Direitos Humanos do governo federal e se afastou da comunidade.
A percepção de que a chegada das eólicas é negativa, contudo, não é unânime. Em algumas comunidades, um número maior de pequenos proprietários passou a alugar terrenos para a instalação das torres, o que mexeu com a economia local, que passou a receber o que antes quase não tinha: dinheiro.
"A terra não produzia nada. Hoje eles alugam. Melhorou a situação", diz a comerciante Maria do Socorro Miranda, vestida com uma camisa da eólica de Alegria.
Fonte: Newsbox.com

terça-feira, 28 de maio de 2013

Camisetas velhas transformadas em ecobags ou sacobags

Veja que ótima ideia para reutilizar camisetas velhas.
Primeiro pegue as camisetas, não importa o tamanho, e recorte em curva na parte inferior de uma manga até a outra passando sob a gola.
Costure de dentro para fora, deixando apenas a “boca” aberta. Usando uma caneta, marque diversas linhas de aproximadamente 3 cm. Usando uma tesoura de tecido, corte as marcações.
Na parte superior, 5 cm da abertura, corte uma área maior que servirá de alça.








Fonte: IdéiasGreen.com e 
Blog Delia Creates


CARRO ABASTECIDO COM ENERGIA SOLAR É DIVULGADO NA ÍNDIA

A montadora Mahindra apresentou, nesta semana, um carro sem emissão de poluentes, o chamado e2o, em Nova Delhi, Índia. O veículo, que custa 596 mil rúpias (R$ 21,8 mil, de acordo com a cotação do Banco Central do Brasil do dia 18 de março de 2013), pode ser carregado com energia solar e não tem previsão para chegar ao Brasil.
O carro é visto como uma solução para a mobilidade urbana, sem precisar se preocupar com a poluição do meio ambiente. O e2o é automático e consegue rodar 100 km com uma carga de energia de cinco horas.
Tecnologia
Segundo a montadora, o motorista pode controlar o carro com o smartphone. Por exemplo, com um aplicativo é possível bloquear o carro, enviando um comando de bloqueio, ou então acionar o ar condicionado remotamente.

Além disso, 10 computadores de bordo fornecem um feedback real de todas as funções do carro, com direito a uma verificação diária dos sistemas vitais e envio de alertas caso tenha algo errado. O automóvel também conta com um display de 6 polegadas com GPS, rádio, DVD, Bluetooth e entrada para iPod, além de retrovisores elétricos, entrada sem chave e botão start/stop.

Fonte: Studoequinócio.com

segunda-feira, 20 de maio de 2013

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Presidente da Nestlé defende privatização da água


Na opinião de Peter Brabeck, a água deveria ser tratada como qualquer outro bem alimentício e ter um valor de mercado estabelecido pela lei de oferta e procura

                                                           Foto: Kaosenlare.net
Peter Brabeck-Letmathe, um empresário austríaco que é presidente do grupo Nestle desde 2005, afirma que é necessário privatizar o fornecimento da água. Isso para que nós, como sociedade, tomemos consciência de sua importância e acabássemos com o subpreço que se produz na atualidade.
Palavras sujas que provocaram estupor, sobretudo quando se tem em conta que a Nestlé é a líder mundial na venda de água engarrafada. Um setor que representa 8% de seu capital, que em 2011 totalizaram aproximadamente 68,5 bilhões de euros.
Peter Brabeker junta essa a outras críticas para destacar que o fato de muitas pessoas terem a percepção de que a água é gratuita faz com que em várias ocasiões não lhes deem valor e a desperdicem.  Assim sustenta que os governos devem garantir que cada pessoa disponha de 5 litros de água diária para beber e outros 25 litros para sua higiene pessoal, mas que o resto do consumo teria que gerido segundo critérios empresariais.
Video de Peter Brabeker afirmando sua posição sobre privatização da água:                                        
http://youtu.be/nTqvBhFVdvE

domingo, 7 de abril de 2013

Entidades ligadas aos catadores de papel discutem programa de logística solidária em São Paulo



O II Seminário Nacional Cataforte – Logística Solidária, realizado de 12 a 15 deste mês, na cidade de Guarulhos, em São Paulo,  reuniu  representantes do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, Fundação Unitrabalho, Ministério do Trabalho e Emprego/Senaes, Petrobras, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social- BNDES, CIISC/SG Presidência da República,  de entidades executoras do Projeto, das Redes de apoio, catadores, consultores e mobilizadores do projeto logística solidária.
Nos quatros dias de evento, os participantes trataram de temas relacionados ao trabalho que o Cataforte realiza para a melhoria das condições de vidas dos catadores de materiais recicláveis de todo país. Temas como a sistematização dos acúmulos, aprendizados, resultados e desafios das ações de formação, assessoramento técnico, fomento às redes e logística solidária que foram executadas no projeto Cataforte I e II nortearam o Encontro. Além disso, houve espaço para o intercâmbio e o diálogo entre as organizações de catadores de materiais recicláveis.
Durante o encontro, foram apresentadas também  diretrizes e orientações para o projeto Cataforte III.  O presidente da Fundação Banco do Brasil, Jorge Streit, o secretario nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego, o prof. Paul Singer; o gerente de Programas Sociais da Petrobras,   Paulo Neto e o gerente do Departamento de Economia Solidária doBNDES, Eduardo Carvalho participaram do encerramento do Seminário.


Entenda o Cataforte
O Projeto Cataforte foi criado em 2010 pela Fundação BB e, desde então, realiza ações em 20 estados brasileiros e no Distrito Federal, a fim de melhorar as condições de trabalho, a organização coletiva e a qualidade de vida das famílias dos catadores de materiais recicláveis. O Projeto é realizado em parceria com o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES),  Ministério do Trabalho e Emprego/Senaes e Petrobras.

Somente na primeira fase do Projeto, o Cataforte I capacitou 10,6 mil catadores em 17 estados brasileiros e no Distrito Federal. A ação contemplou cooperativas e associações, priorizando catadores vinculados a empreendimentos econômicos solidários e que tivessem acessado previamente políticas públicas de apoio e fomento do Governo Federal.  Na segunda fase, o Cataforte II – Logística Solidária, prioriza ações voltadas ao fortalecimento da infraestrutura de logística das cooperativas e associações, preferencialmente organizadas em rede, por meio da aquisição de veículos, capacitação de catadores e de lideranças, possibilitando a melhoria da capacidade operacional de coleta, transporte e comercialização. Nesta fase, serão adquiridos cerca de 140 caminhões, sendo que mais de 80 caminhões já foram entregues as cooperativas dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, Bahia, Distrito Federal e Paraná.
O projeto prevê também capacitação para integrantes das cooperativas, com foco em Logística Solidária e Gestão para Atuação em Rede, e a prestação de assistência técnica por profissionais especializados, que resultará na elaboração do Plano de Logística para atuação em rede e otimização da utilização dos caminhões adquiridos.


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Nova Cooperativa de Reciclagem- Associação Reciclázaro.‏

                                  Foto: fardos-de-papel

A Associação Reciclázaro com o patrocínio da Petrobras e apoio de outras empresas irá construir um galpão sustentável na Av Ariston de Azevedo, 10- Belém- São Paulo para incubar uma nova Cooperativa de Reciclagem.

Esse projeto visa gerar trabalho e renda para 90 pessoas.Esse grupo será capacitado pelo Cempre e no final da capacitação será constituída juridicamente uma cooperativa.

Neste momento estamos com as inscrições abertas para quem quiser fazer parte desse novo grupo e a capacitação terá início na última semana de fevereiro/2013.

Estou à disposição e desde já agradeço!

abs,

Camille Carletti
Coord. Programa de Coleta Seletiva
Associação Reciclázaro
Av. Ariston de Azevedo, 10- Belém- São Paulo/SP
Fone: 55 11 4661-1056

camille@reciclazaro.org.br

Associação Reciclázaro
“Preservando o Meio Ambiente, Reciclando Vidas, Reduzindo a Violência”

Site: www.reciclazaro.org.br / Twitter: www.twitter.com/reciclazaro